08 de junho de 2015
Ah cala esse boca
Norberto!
Eu não to nem um pouco
afim de falar contigo. Eu só to falando porque... sei lá por que eu to falando.
Eu não quero falar. É quase como se tivesse alguém me forçando a escrever. Faz
três dias que eu encontrei meu super-herói. Meu Tony Stark. Meu Peter Parker.
Meu Bruce Wayne. Aquele que não tem nome. Ou melhor, tem nome, mas eu não sei
porque eu fui estúpida o suficiente para não perguntar. Ai que inferno!
Não to com paciência
para ninguém. Guilherme, Uriel, Maurício... Nem para você. Qualquer retardado
que vier me encher a paciência com frases melosas eu vou mandar para... Eu vou
mandar para aquele lugar bem longe que todo mundo manda. Ah, por favor, não
faça essa cara de surpresa. O que você espera? Uma princesinha de contos de
fadas? Eu sei ser um demônio também, Norberto. UM DEMÔNIO!
Eu vou gritar até
explodir. Eu quero o meu super-herói. Eu quero aquele homem, cacete. Eu sou uma
retardada completa. Eu devia ter perguntado o nome dele. Pelo menos o nome
dele. Agora eu vou ficar que nem uma retardada fazendo textos romantiquinhos.
Blerg. BLERG. Vou ficar que nem o Guilherme. Textinhos melosinhos. “Oh meu amor
eu te amo, como eu queria você perto de mim”. Vai arranjar o que fazer, seu
inútil. Ou vou ficar chorando em texto dramático como o Uriel. Ou fingindo que
a vida é linda porque, afinal, isso é ser apaixonado. Não. A vida não é linda,
Mauricinho. A VIDA É UMA BOSTA. E vocês também. São todos uns bostas.
Ah, cala a boca
Norberto. Não pode ver uma mulher irritada que já vem apelando para o ciclo
menstrual. Você é um bosta machista. Isso é o que você é. UM BOSTA. Eu vou
rasgar a orelha da sua página, eu vou...


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