16 de setembro de 2025
Começarei de uma das
primeiras histórias sobre o Maurício que tive o prazer de ler. Como o objetivo
é de "homenagear", não vou escrever com as minhas palavras, mas
simplesmente transcrever o que está no papel para cá. Vou tentar falar sobre no
final, mas não estranhe caso não aconteça. É bem provável que eu me emocione ou
fique sem vontade de escrever mais após isso.
"Olá, seja lá
quem for ler isso.
Eu não devia estar
fazendo isso, já que deixei de falar com o caderninho justamente para terminar
com esse hábito. E aqui estou eu, conversando com uma folha de papel. Eu até
penso em pegar o caderninho de volta, mas esqueci a senha da caixa na qual
tranquei ele. Mas não me arrependo de ter trancado o caderno, já que isso me
impediu de jogá-lo fora umas quinze vezes.
Eu estou escrevendo
aqui por causa de uma coisa que me aconteceu ontem, coisa essa a qual não me
deixou dormir na noite passada.
Eu estava sentado em
uma praça, observando as pessoas. Recentemente adquiri esse hábito, e venho
aprendendo sobre os outros. Então, de repente, plaft.
Pessoas corriam de um
lado pra outro na rua, e a maioria se amontoava próxima ao que parecia um
cadáver. Alguém se jogou do prédio e concluiu seu objetivo.
Eu não me aproximei
daquilo, mas passei o dia inteiro pensando no assunto. Quais seriam as causas
desse suicídio? Será que com uma mão amiga aquele cara não teria pulado? E se
eu pudesse fazer algo a respeito?
E estou fazendo. Estou
bolando uma coisa. Um projeto a longo prazo. É isso, estou anotando pra me
lembrar no futuro."
Foi aí que tudo
começou. A história de Maurício para salvar o mundo. Ao menos os mundos que ele
conseguia alcançar.
Me perdoem pelo
exagero de desenhos ou filmes de super-heróis. Estou um pouco abalada, e creio
que seja normal que glorifiquemos aqueles que morrem. Imagine então com alguém
que era meu maior exemplo, alguém que era meu irmão mais velho.


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