quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Capítulo 1: Só mais um sonho e alguns lamentos de uma vida aleatória
02 de Janeiro de 2016.
Certa vez eu tive um sonho. Não sei dizer se foi um sonho bom ou um sonho ruim. Mas foi um sonho com certeza.
Sonhei que cada pessoa no mundo era uma flor. Sim. Uma flor. Poético não?
A meu ver, flores são alguns dos seres mais belos e misteriosos do mundo. São delicadas e ao mesmo tempo robustas; perfumadas e ao mesmo tempo fedorentas. São fonte de inspiração e de perdão. Representam diversos momentos do cotidiano. Marcam presença no nascer e no morrer. Na saúde e na doença. Nos momentos mais importantes da vida. E nem a morte nos separa delas por completo. Nenhuma é igual a outra. Todas são simplesmente únicas.
No meu sonho havia um girassol.
Flor.
Um grandioso e belo girassol.
E como era belo.
Ele me transmitia paz de espírito, coisa que há eu não tenho. Me sentia perfeitamente confortável ao seu lado, era como se ele passasse uma liberdade que nada mais nesse mundo podre e fétido me passava.
Mas nada de bom nessa vida dura muito, sequer vem de graça.
O girassol, flor, começou a murchar.
Cada centímetro que suas pétalas recuavam era como se alguém roubasse de mim toda a vontade de viver, toda a minha potência, toda a mimha energia.
E eu me senti fraco e atrofiado.
De novo.
Completamente não flor.
Completamente acordado.
Completamente vivo.
Completamente incompleto.
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