11 de novembro de 2015
Norb, seja sincero:
Como você imagina
passar o seu aniversário de namoro?
a) Num restaurante
lindo e maravilhoso com violinos tocando.
b) À beira da praia,
sentindo a brisa enquanto você beija o amor da sua vida.
c) Em uma festa surpresa
que você planejou com todo o carinho.
d) Vendo quatro filmes
seguidos no Netflix porque a porra do seu namorado esqueceu que já tava fazendo
um mês e resolveu levar a porra da outra namorada dele para um cineminha
romântico, sendo que 11 de novembro deve ser uma data de cu, uma data qualquer,
na porra do calendário dela.
Escolha com sabedoria.
Mas escolha com uma puta sabedoria Norberto, porque se mais algum débil mental
escolher a opção d hoje, eu sou capaz de cortar meus pulsos com uma folha de caderno.
CARALHO! É pedir demais
que esse energúmeno se lembre da caralha de uma data? Puta merda! Se ele me
fala que tá com sífilis, gonorreia, câncer pancreático e AIDS e por isso ele
não pode levantar da cama, porque está sentindo uma dor que beira a morte, aí
tudo bem. Nesse caso, eu entendo que ele não compareça à nossa comemoração. Mas
a porra de um CINEMA? EU NÃO ADMITO. Ainda mais por que deve ter ido ver uma
merdinha dessas qualquer. Se esse merda me disser que foi ver Vai que Cola, eu vou colar a bunda dele
com superbonder, e quando ele quiser cagar, vai sair pela orelha. PORRA!
Por que as pessoas
sempre se apaixonam pelas pessoas erradas Norb? Por que eu não me apaixonei por
um garoto lesado, que iria me acordar com uma mensagem tosca me dizendo “eu te
amo, meu amor” mesmo que seja apenas a porra de um mês e que eu saiba que ele
está mentindo, porque não dá para ele me amar em um mês. Caralho, é pedir
demais? Eu não quero que ele me peça em casamento não. A porra de um Ferrero
Rocher já está de bom tamanho. A PORRA DE UM FERRERO. Cara, até um Serenata de
Amor. Qualquer merda de bombom que sirva para ele dizer que teve que entrar na
porra de uma fila das Lojas Americanas para me agradar. É só isso que eu peço.
Ao invés disso, o que é
que eu ganho? Um retardado mental que tem duas namoradas e ainda resolve
escolher a errada para passar o dia. Caralho, 50% de chance de escolher a
certa. Cara ou coroa, par ou ímpar, sorteio com papéis. Qualquer merda de jogo
de azar ia mostrar para ele que eu sou a certa. Até a porra de uma moeda sabe
isso. Mas é um jumento. Quis ficar com a outra. Agora foda-se. FO-DA-SE.
Eu liguei para o
Guilherme. É claro que o babaca chegou sorrindo na minha casa. Meti a mão na
cara dele. Putinha. Não é para me falar
que eu estava errada. Era só para trazer a porra do chocolate. Ok, isso eu não
posso reclamar. Até que ele trouxe um Kinder Ovo. Um Kinder Fucking Ovo. Por isso que é meu melhor
amigo. A gente sentou e assistiu filmes no Netflix. Ele escolheu dois e eu
escolhi dois. Foi uma confusão. Eu escolhia O
primeiro Amor, Guilherme escolhia Todas
contra John. Eu escolhia Simplesmente
acontece, Guilherme Adam Sandler. Em suma, é por isso que ele é a melhor
companhia. Porque ele escolhia filmes tão ruins que eu passava a ficar com mais
raiva dele do que do Henrique. Gui e eu temos uma regra. Eu não posso reclamar
dos filmes que ele escolhe e ele não pode reclamar dos meus. Eu quebro essa
regra sempre. Mas que pessoa para escolher filme merda!
Eu não devia estar
escrevendo sobre Henrique. Guilherme fez mais esse pacto comigo. Ele não
escreve da guria e eu não escrevo do guri. A gente precisa combinar essas
regras. Mas eu sempre quebro. E eu sei que ele também está quebrando nesse
exato momento. Algumas coisas não podem ser regidas por regras. O amor é uma
delas. Henrique é um babaca, mas é o meu babaca. Eu sei que se ele terminar com
ela, eu vou correndo atrás. O que eu posso fazer?
Desculpa pelas palavras
que eu disse Norb, mas acho que eu precisava gritar com alguém. A vantagem de
gritar com você é que se eu me arrepender, basta apagar.
Como eu queria apagar o
Henrique.


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