15 de abril de 2015
Testando, testando. Um,
dois, três.
Pode rir, essa foi a
maneira que encontrei pra começar a escrever.
Veja bem... Lá estava
eu em um ônibus indo para casa, quando em um dos meus comuns momentos
aleatórios eu decidi saltar na mesma hora. Pulei da cadeira e imitei um velho
gritando da maneira mais carioca possível: "Ô PILOTO! VAI SALTAR
AQUI!". Eu saí do ônibus e entrei
na primeira papelaria que encontrei. Lá eu te achei, caderninho amarelo. O
resto você sabe, eu te trouxe para minha humilde residência e comecei a
arranhar suas páginas com a minha caneta preta. Qual o motivo disso? Eu preciso
de um amigo, caderninho. Mas não de um amigo como os outros, quero que você
faça por mim aquilo que eu faço por todos. Quero que me ouça... Ou melhor, que
me leia. Poucas pessoas sabem que sou tão problemático quanto elas. E olha que
legal! Estou te dando a honra de saber tudo sobre mim! Bem, apenas aquilo que
eu não decida amassar e jogar fora.
Até um psicólogo
precisa de um outro psicólogo (Não vale buscar na Internet pra provar que estou
errado, eu admito que acabei de concluir isso). Estarei escrevendo em você
sempre que puder, mas entenda se em algum momento eu não aparecer, tenho um
sério problema com atenção e memória. Em breve estarei comprando adesivos pra
colar em você. Você deve estar desconfortável, peladão assim, da maneira que
veio ao mundo quando saiu da mamãe caderninho amarelo.
Chega de papo, estou no
terceiro ano (turno da manhã) e não posso mais me atrasar. Tenho que dormir
cedo e já é meia noite. Beijinhos no coração de papel, até a próxima.
Fui.


Achei um caderninho amarelo, o nome dele é tony
ResponderExcluirEsse caderninho deve ser sortudo por ser um amigo te entenda mas sem te entender ao certo entende?
ResponderExcluirSei que parece ser confuso mas só os confusos entendem a confusão de ser tão confuso assim.