01 de setembro de 2015
Norb! Enfim estou mais
leve!
Semana passada fiz
Tadeu sofrer fisicamente. E foi brilhante. Acho que fazê-lo dar em cima da
namorada do garoto mais forte e ciumento que eu conheço foi a melhor ideia que
eu tive em séculos de planos mirabolantes. Sinto-me honrada em dizer que filmei
o brilhantíssimo soco nas bolas que meu ex-namorado levou. Bem, acho que agora
ele não vai realizar o sonho dele de ser papai... Dá quase para sentir pena, é só
que...não.
Enfim, o Grande Final.
A carta na manga de Olivia Wetter. Alguns mágicos serram damas ao meio, quanto
a mim, eu tinha uma dignidade para serrar em quinhentas partes. Primeiramente,
com uma conta anônima no YouTube, publiquei o vídeo em que ele tomava um soco
no dito-cujo. Não que isso seja uma grande vingança, mas era só uma parte dela.
Depois, novamente com a conta dele no Facebook, compartilhei o vídeo em uma
linda campanha contra a Homofobia. Uma causa nobre. Duas na verdade: a
homofobia e a minha vingança.
Ao final disso temos o
quê? Uma masculinidade destruída, dois ovos mexidos e uma Olivia deprimida.
Pelo menos eu sei que não sou a única com dor esta noite. A verdade é que nada
neste mundo vai substituir a presença do Henrique. Por mais que eu torture
Tadeu até a morte dele, o prazer de ver e conversar com o Henrique, eu nunca
mais terei. Acho que esta é a sina de se estar apaixonada. Os dias com Henrique
eram os melhores da minha vida. Nossa, como eu era feliz! Eu ria de tudo. Eu
queria abraçá-lo para sempre e não soltar nunca mais. E no dia seguinte, eu me
sentia um lixo. Os dias sem ele do meu lado eram a maior merda que podia
existir. Eu sentia vontade de me matar com pelo menos 20 objetos diferentes, 17
deles não eram letais, e sempre ficava me perguntando uma maneira criativa de
morrer com um sutiã de bojo.
Alguns dias eu acordo
com um simples pedido na cabeça: esquecer o Henrique. É a alternativa mais
fácil, não? Por que gostar de alguém que não gosta de você? Por que gostar de
alguém que não vai ficar comigo mesmo que eu diga um milhão de vezes que o amo?
Ok, eu não disse nenhuma, mas se tivesse dito, ele não me amaria. Cansei de
ficar lendo o status dele no Whatsapp (toda hora). Cansei de abrir na página
dele do Facebook para ver se as pessoas comentam os posts dele. E o mais
importante: cansei de dizer para mim mesma que não é ele, quando o celular toca
e eu corro para atender.
Eu te invejo Norb. Deve
ser mais fácil ser de papel. Pelo menos você sabe do que é feito. Da última vez
que eu chequei, eu era feita de solidão.


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